Oeiras       » Voltar «

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Oeiras é uma vila do Distrito de Lisboa, e igualmente, sede de um pequeno concelho com aproximadamente 46 km² de área. A vila tem aproximadamente 35 000 habitantes e o concelho de Oeiras cerca de 172 000 (dados relativos a 2008) e está busdividido em 10 Freguesias.

Apesar de Oeiras ser uma das vilas mais populosas de Portugal, Oeiras permanece ainda oficialmente vila. Demograficamente é a quarta vila mais populosa em Portugal, após Algueirão-Mem Martins, Corroios e Rio de Mouro.

O município está na margem direita do estuário do Tejo e comunica a norte com os municípios de Sintra e Amadora, a leste com Lisboa, a oeste com Cascais e a sul com a costa na zona da foz do rio Tejo, onde o estuário termina e começa o oceano Atlântico, situando-se frente a Almada.

Insere-se na Costa do Estoril e Sintra, desta forma beneficiando de um clima temperado marítimo adequado a actividades ao ar livre e utilização das praias do concelho.

 

História

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Panorâmica de Oeiras

A posição geográfica priveligiada, o clima ameno a abundância de água e a qualidade dos solos oferecidas pela zona ribeirinha do estuário do Rio Tejo foram desde cedo factores determinantes para a fixação da população neste local. A existência, no interior, de alguns "cabeços" ou altos, proporcionaram a exploração agrícola e o estabelecimento de alguns castros agro pastoris. É exemplo deste tipo de ocupação o Castro Eneolítico de Leceia, (classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1963 ) cujas escavações arqueológicas realizadas mostram um conjunto de estruturas habitacionais e defensivas do Calco lítico Inicial . Em termos de registos pré-históricos acrescentam-se a Gruta da Ponte da Laje ocupada desde o Paleolítico à Idade do Ferro, e a jazida de Outurela datada da Idade do Ferro.

Do Período Romano podem encontrar-se vestígios em vários locais do município, destacando-se o mosaico romano existente na Rua das Alcássimas, em Oeiras e a Ponte Romana. Também do Período Árabe chegaram até hoje algumas marcas, nomeadamente alguns topónimos como: Alcássimas, Algés, Alpendroado, Quinta da Moura, etc .

No período dos descobrimentos fixaram-se novas actividades industriais e comerciais e, Oeiras assume funções de celeiro de Lisboa e de centro industrial. Surge assim a Fábrica da Pólvora Negra de Barcarena destinada à manipulação de pólvora e fabrico de armas, e dá-se também a exploração de pedreiras e a construção de fornos de cal em Paço de Arcos. Constroem-se também fortificações ao longo da orla marítima de modo a defender a costa e controlar o movimento de navios na entrada da Barra do Tejo, construções que duraram do século XVI até ao século XVIII.

 

Estabelecimento do Concelho

Em Carta Régia de 7 de Junho de 1759 a jurisdição das terras é atribuída pelo Rei D. José I ao seu Primeiro-ministro Marquês de Pombal, que se tornou o primeiro Conde de Oeiras da vila de Oeiras. Decorrido um mês após a elevação a vila, é constituído o concelho em Carta Régia de 13 de Julho de 1759. Muito embora as origens do povoado datem do século XII (1147) Oeiras registou uma ocupação efectiva desde a pré-história; no entanto foi neste reinado que Oeiras conheceu um desenvolvimento a nível económico e social, proporcionado pelo Marquês de Pombal, ao apostar na inovação e no aproveitamento das condições fornecidas pelo estuário do Tejo. Em 1770 ordenou a realização da primeira feira agrícola e industrial realizada em Portugal, e porventura na Europa. Apesar desta feira ter permitido um destaque a nível nacional, a sua obra municipal passa igualmente pela criação de um porto de abrigo para pescadores, uma alfândega e feitoria, entre outras obras. Uma das principais heranças desta época é a Quinta do Marquês de Pombal, que se encontra praticamente na forma original com os jardins, o palácio, as dependências agrícolas (adega e o celeiro), e ainda a parte da exploração agrícola que veio a constituir uma estação agrícola experimental onde hoje se situam alguns dos mais importantes institutos portugueses na área das Bio-Ciências (Estação Agronómica Nacional).

Em 1894 o concelho foi extinto, tendo sido restabelecido a 13 de Janeiro de 1898; perdeu no entanto Carcavelos a favor de Cascais e adquiriu uma parte da freguesia de Benfica (Lisboa) representada pela Amadora, ficando com uma área aproximada à actual. Nos século XVII e XVIII surgiram vários palácios e quintas destinadas ao recreio e à exploração agrícola, principalmente de cultura cerealífera e vinícola constituindo importantes fontes de abastecimento de Lisboa.

No século XIX a actividade agrícola entra em declínio paralelamente ao aparecimento de novas indústrias e da inauguração, em 1889, da linha de caminho-de-ferro Lisboa-Cascais, com o comboio a vapor. Surgem as grandes unidades fabris sendo as mais importantes nesta época a Fábrica do Papel, a Fundição de Oeiras, a Lusalite e os Fermentos Holandeses.

 

Século XX

Entre os séculos XIX e XX crescem igualmente as actividades de recreio e lazer e Oeiras torna-se num local por excelência para "banhos" da elite portuguesa. Assim, no princípio do século XX as suas praias eram muito frequentadas, especialmente pelas classes sociais mais altas, que aqui se dirigiam por indicação médica, já que se considerava que o ar e a água das praias do concelho tinham efeitos medicinais. Com a construção da Estrada Marginal, ligando Lisboa a Cascais, e a disponibilidade dos novos meios de transporte acentua-se a dinâmica balnear e turística de cariz mais popular e consequentemente expandem-se os centros urbanos no sentido da costa, surgindo na zona litoral pequenos "chalets" e moradias de recreio. Em simultâneo, aumenta a concentração das actividades económicas em Lisboa, o que desencadeia fortes correntes de migrações internas de todas as regiões do país em direcção a Lisboa e concelhos vizinhos, como foi o caso de Oeiras, que dispunha de fáceis acessos à capital.

A partir de 1940/1950 o concelho de Oeiras sofre os efeitos do crescimento da capital; funciona como local de passagem entre esta e Cascais e torna-se num dormitório cujo período critico se dá nos anos 1970 com o aparecimento de urbanizações ilegais e bairros de barracas. Até aos anos 1980 o Concelho entrou numa fase de dependência e ausência de perspectivas. Porém, a partir de finais dos anos 1980, Oeiras constituiu-se como pólo económico autónomo na Área Metropolitana de Lisboa, apostando no desenvolvimento de actividades terciárias ligadas à Ciência e Investigação e às Tecnologias de Informação e Comunicação.

Actualmente, o município apresenta um dos mais elevados índices de qualidade de vida em Portugal, tendo deixado de ser considerado apenas como local de passagem entre Lisboa e Cascais e assumindo-se como a sede de importantes empresas ligadas às novas tecnologias (são exemplo disso o TagusPark, maior parque de Ciência e Tecnologia de Portugal, e o LagoasPark) e à prestação de serviços.

Os elevados padrões de qualidade de vida e trabalho são reconhecidos pelos sucessivos prémios que esta autarquia tem ganho nos últimos anos, nomeadamente:"Melhor Concelho para trabalhar", "Município de excelência", "European Entreprise Awards" e o"ECOXXI".

 

Economia

Oeiras tornou-se num dos concelhos mais desenvolvidos e ricos da península Ibérica e mesmo da Europa. No seu território encontram-se instaladas muitas multinacionais como a Nestlé, a Microsoft, a Netjets, a General Electric, a HP, a Unisys, a Nokia, a Toshiba, a Philips, a Glaxo Smith Kline, a LG, entre muitas outras.

O concelho concentra ainda cerca de 30% da capacidade científica do país  sendo um dos principais pólos de I&D da Europa.

Em 2003 o volume de negócios de empresas sedeadas no concelho de Oeiras atingiu cerca de 18 000 milhões de euros. Actualmente pensa-se que esse valor tenha crescido entre 40% a 60%.

Actualmente o concelho está referenciado como um destino por excelência para investimentos que criem valor acrescentado para a região. Alguns dos novos projectos a ser desenvolvidos são o Lisbon Medical Park, o Arquiparque II, a Torre de Monsanto II, o Parque das Cidades (Office Park) e o projecto de renovação urbana da fundição.

Pelo exposto anteriormente, Oeiras é apelidada como o Silicon Valley da europa, principalmente devido ao grande dinamismo do seu tecido empresarial. Ainda recentemente a americana MIPS Technologies adquiriu a Chipidea num negócio que elevou ainda mais a exposição internacional do concelho.

Entre os parques empresariais presentes neste Concelho estão:

  • Taguspark
  • Lagoas Park
  • Arquiparque I
  • Arquiparque II
  • Quinta da Fonte
  • Parque Suécia
  • Parque Holanda
  • Neopark

 

Para além dos parques empresariais, Oeiras apresenta no seu território importantes institutos de investigação científica:

  • Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC)
  • Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB)
  • Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET)
  • Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR)
  • Instituto Nacional de Investigação Agrária

 

 

Perspectivas Futuras

No futuro é espectável que Oeiras continue a atrair cada vez mais multinacionais, cimentando a sua posição no contexto Ibérico e Europeu. Para isso irá contribuir a partilha de sinergias entre universidades e empresas o que irá permitir aumentar know-how da região.

A Investigação & Desenvolvimento será um dos potenciadores deste novo ciclo de desenvolvimento que pretende a criação de grupos tecnológicos fortes com origem em Oeiras e que possam competir no mercado globalizado.

Um dos exemplos desse novo modelo é a assinatura de protocolos com o MIT - Massachusetts Institute of Technology- e a Universidade Harvard para a partilha de sinergias com o tecido empresarial do concelho.

 

Oeiras Inova 

Este conceito está intimamente ligado ao desenvolvimento e prende-se com a noção de concelho sustentável. Crescer, mas crescer bem e sem hipotecar o nosso passado histórico, as nossas raízes e origens, tem sido o nosso intuito.
Nos primórdios dos anos 90, após a luta contra a pobreza e a habitação degradada estar a dar frutos, a aposta recaiu sobre o tecido empresarial e equipamentos em áreas diversas. Desta aposta, nasceram os parques empresariais e tecnológicos.
Hoje temos um território vasto na área da investigação, tecnologia e ensino que se traduz numa Oeiras Moderna.
Atenta à relevância nacional e internacional da investigação científica conduzida no Concelho de Oeiras, que muito tem contribuído para o prestígio e imagem de dinamismo e modernidade do Município, foi aprovado alargar o projecto de atribuição de Bolsas de Excelência Científica. Esta iniciativa representa uma inovação significativa no panorama nacional, contribuindo para o reforço da imagem de modernidade e liderança da autarquia no nosso país.
Ainda sob a insígnia da Inovação, Oeiras preocupada com o sector de transportes e consequentemente na sua grande emissão de gases com efeito estufa, factor agravante da poluição atmosférica, tem vindo a desenvolver projectos inovadores dentro desta área, nomeadamente com transportes alternativos, amigos do ambiente.
Oeiras Inova, mas gostamos de inovar de forma a não hipotecarmos o futuro. Queremos que este concelho seja, cada vez mais, um espaço de vivência onde se respeita o passado, se alimenta a modernidade, mas sempre de forma sustentável.


Oeiras Projecta 

Projecta na área da habitação, da rede viária, do saneamento, dos transportes e projectos especiais. Reunindo todas estas áreas de projectos queremos chegar a tudo e a todos. Queremos construir uma Oeiras ainda mais moderna.Os anos 80 foram difíceis, mas frutíferos. A área da Habitação Social tomou forma. Construímos um sistema viário eficaz , novas escolas, o desporto ganhou vida e as politicas que visam as franjas mais esquecidas e necessitadas da sociedade começaram a surgir. Ganhou-se vida e contribuímos para um concelho equilibrado.

Agora, neste início de século, mais do que manter uma qualidade de vida, queremos crescer, ir mais longe, alargar os nossos horizontes. Queremos Projectar uma Oeiras cada vez mais Moderna. Cada vez Maior. Sabemos que o Hoje vive em constante mudança. A nossa realidade muda diariamente e as necessidade de agora não serão mais as de outrora. Precisamos de estar sempre no ritmo certo para, a tempo e horas, sabermos definir os projectos que melhor se adequam à realidade que vai surgindo. Vivemos numa roda de dinamismo e de competitividade que nos obriga a estar sempre atentos ao que de premente se faz no mundo. E queremos estar entre os melhores.
Oeiras Projecta é acima de tudo um conceito de futuro.


Comércio e Serviços

O centro comercial Oeiras Parque abriu em 1998. Em 2011 espera-se que começem as obras de ampliação que o irão tornar num dos maiores shoppings de Portugal. Em 2008 abriu o novo centro comercial Alegro Alfragide, resultante da expansão do antigo Jumbo de Alfragide. O centro histórico de Paço de Arcos tem sido alvo de intervenções que fomentam comércio e serviços. Em 2008 abriu também a maior loja nacional do grupo de bricologe Izi (Mestre Maco) perto do centro comercial Oeiras Parque. A Vila de Oeiras está a passar por um processo de reestruturação comercial sendo a primeira HK Gift em Portugal em 2008 no largo da Igreja Matriz um dos principais marcos dessas mudanças.

Centros Comerciais- Palmeiras Shopping - Oeiras

- Galerias Alto da Barra - Oeiras

- Oeiras Parque - Paço de Arcos

- Dolce Vita Miraflores - Algés

- Central Parque - Linda-a-Velha

- Alegro Alfragide - Carnaxide

 

Polos de Comércio de Rua

Os principais polos de comércio de rua em Oeiras situam-se nas freguesias de Oeiras, Paço de Arcos e Algés:

- Vila de Oeiras - centro histórico (Largo 5 de Outubro - Igreja Matriz, Rua Cândido dos Reis, Rua Febus Moniz, Rua 7 de Junho)

- Vila de Paço de Arcos

- Centro de Algés

 

Cultura

 

Monumentos

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À porta do mar
À porta do mar - Nave vi sionista, obra pública em Oeiras de Luís Vieira-Baptista que pretende invocar as aventuras portuguesas no plano das descobertas e no plano cientifico. Dos principais pontos turísticos no Concelho de Oeiras descritos em seguida, salienta-se o número de fortificações marítimas situadas ao longo da costa de Oeiras. Estes foram construídos ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII com o intuito de defender e controlar os navios na entrada da Barra do Tejo.

Bateria da Feitoria, em Oeiras e São Julião da Barra
Forte de São Bruno de Caxias, em Caxias
Forte de São João das Maias, em Oeiras e São Julião da Barra
Forte de São Julião da Barra, em Oeiras e São Julião da Barra
Forte de Nossa Senhora das Mercês de Catalazete, em Oeiras e São Julião da Barra
Forte de Nossa Senhora de Porto Salvo (ou da Giribita), em Paço de Arcos
Forte de São Pedro de Paço de Arcos , em Paço de Arcos
Forte de Santo Amaro do Areeiro, em Oeiras e São Julião da Barra
Forte de São Lourenço do Bugio, em Oeiras e São Julião da Barra

Da mesma forma, as Igrejas e Ordens Religiosas foram importantes para a evolução do concelho uma vez que foi em volta destas que as populações se foram instalando.

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A Igreja Matriz de Oeiras

A Igreja Matriz de Oeiras está situada na zona antiga de Oeiras, onde domina o centro da vila e a área envolvente. As referências a esta igreja remontam a XVI embora só no século XVIII se tenham iniciado as obras de ampliação. A fachada principal mantém duas torres sineiras e na porta consta a data de 1744. O interior tem uma só nave e os altares são revestidos com mármores e retábulos. A Capela do Senhor Jesus dos Navegantes situa-se na zona antiga de Paço de Arcos, pertence à paróquia de Paço de Arcos e é o centro de manifestação religiosas da população. A construção deste pequeno templo é anterior a 1698, sendo que em 1782 a capela era propriedade do Hospital São José que a reedificou em 1877. Actualmente realiza-se na ultima semana de Agosto uma procissão em hora do Senhor Jesus dos Navegantes.

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Convento da Cartuxa
O Convento da Cartuxa, em Laveiras foi fundado no século XVIII, sendo que o pequeno claustro foi mandado construir pelo Cardeal D. Luís de Sousa. O templo primitivo terá sido destruído na sequência de uma ampliação do Convento em 1736. Este é, juntamente com o de Convento da Cartuxa (Évora), um dos dois únicos conventos cartuxos portugueses.

Destacam-se igualmente as seguintes:

Capela de Nossa Senhora das Merçes
Capela de Santo Amaro de Oeiras
Capela de Nossa Senhora de Porto Salvo
Igreja de S. Pedro de Barcarena
Capela de S. Sebastião
Igreja de S. Romão
Santuário de Nossa Senhora da Rocha, em Queijas
O concelho é igualmente rico em edificações de outro tipo, do qual se destacam:

Palácio do Ribamar, em Algés
Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras
Palácio dos Arcos, em Paço de Arcos
Quinta Real de Caxias, em Caxias
Quinta da Terrugem, em Paço de Arcos
Convento de S.José de Ribamar, em Algés
Palácio Anjos, em Algés
Palácio do Egipto, em Oeiras
Palácio Bessone, em Paço de Arcos
Quinta dos Aciprestes, em Linda-a-Velha
Casa de Cesário Verde, em Queijas
Casa da Pesca na Estação Agronómica Nacional, em Oeiras

 

Museus

Fábrica da Pólvora
Clube do Automóvel Antigo, em Paço de Arcos
Fábrica da Pólvora e Museu da Pólvora Negra, em Barcarena
Povoado Pré-Histórico de Leceia
Fornos de Cal, em Paço de Arcos
Aquário Vasco da Gama, em Algés

 

Espaços públicos

No concelho de Oeiras tem prevalecido uma preocupação paisagística que se traduz no planeamento, criação, manutenção e diversificação dos espaços verdes. Neste sentido, existe a possibilidade dos moradores deste município solicitarem a plantação gratuita de plantas na sua residência.

Um dos principais jardins do concelho situa-se na Real Quinta de Caxias cuja obra e embelezamento se arrastaram durante o século XVIII e início de XIX. O conjunto dos jardins e da quinta tiveram várias fases de construção, tendo a propriedade sido progressivamente aumentada. Nos Jardins da Quinta Real de Caxias, em Caxias, existia uma malha geométrica que percorria a propriedade de acordo com os eixos definidos pelo caminho principal e cujas diagonais se interceptavam formando clareiras enquadradas por canteiros de buxo onde se localizavam pequenos lagos. A cascata foi construída pelos irmãos Mathias Francisco e situa-se no centro do jardim sendo ornamentada com elementos escultóricos de onde partem jactos de água.

O Parque dos Poetas, em Oeiras, consiste num jardim de 10 hectares com diversas praças, jardins temáticos com as esculturas de poetas, estádio de futebol, um parque infantil, um parque polidesportivo, um anfiteatro ao ar livre e uma «Fonte Cibernética», com efeitos de água. Em Oeiras é possível encontrar-se também os Jardins do Palácio do Marquês de Pombal.

 
Passeio marítimo junto à praia de Santo Amaro de OeirasAlém dos jardins, Oeiras possui um Passeio Marítimo ao longo de 3500 metros da orla marítima e no qual é possível passear ou fazer desporto. O Porto de Recreio permite também a prática de desportos náuticos, tendo 282 amarrações em molhado e 150 lugares em seco. A Piscina Oceânica, situa-se igualmente junto à costa e possui pranchas de saltos e uma piscina para crianças, ambas alimentadas com água salgada. Para a prática de outros desportos destaca-se o Complexo Desportivo do Jamor no qual se insere o Estádio Nacional onde decorre o final da Taça de Portugal.

 

Teatros e Auditórios

Teatro Municipal Amélia Rey Colaço, em Algés
Auditório Municipal Eunice Munoz, em Oeiras
Auditório Municipal Lourdes Norberto, em Linda-a-Velha
Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide

 

Gastronomia

Da gastronomia desta localidade destacam-se os cacetes de Paço de Arcos, os Palitos do Marquês, os Mimosos ou a já famosa Queijada de Oeiras.

Oeiras é também região demarcada do vinho licoroso de Carcavelos que ainda hoje é produzido no concelho, nomeadamente na Estação Agronómica Nacional, tendo a Câmara Municipal estabelecido com esta entidade um protocolo que visa a cooperação na produção e recuperação do vinho, e da adega. É considerado um VLQPRD - vinho licoroso de qualidade produzido em região demarcada - com denominação de origem controlada (DOC). O estágio deve durar pelo menos dois anos, de modo a adquirir as seguintes características : vinho licoroso, de cor topázio, delicado, aveludado, com aroma amendoado, adquirindo um perfume característico com o envelhecimento. As castas recomendadas são castelão (piriquita), preto-marinho (tinatas) e galego dourado, ratinho e arinto (pedemã) para as castas brancas.[10]

 

Infra estruturas e Transportes

Em termos de estradas, Oeiras está rodeada de bons acessos, entre os quais se destacam a auto-estrada A5, a Estrada Marginal ou a Estrada Nacional 149-3. Possui uma linha ferroviária que faz a ligação de Lisboa a Cascais e uma rede de autocarros regulares que ligam Oeiras ás áreas envolventes.

Possui um meio de transporte inovador, o SATU (Sistema Automático de Transporte Urbano) que consiste num mono carril eléctrico suspenso totalmente automático, ecológico e que pretende ligar o centro histórico da vila de Paço de Arcos ao jardim do Parque dos Poetas. O SATU e a sua implementação têm sido tudo menos pacíficos. As vantagens a ele inerentes não evitaram a formulação de críticas e processos judiciais por parte dos moradores do bairro da tapada do mocho, reportadas ao ruído por este emitido, bem como pelo facto de a linha do SATU estar junto a janelas, rente a edifícios de habitação preexistentes, sombra criada sobre os edifícios e perda de vistas para o mar, destruição de espaços verdes e praga de pombos que usam a estação como refúgio, tratando-se ainda de um meio de transporte sem utilizadores, sendo já conhecido como 'comboio-fantasma'. A isso juntam-se também os protestos dos vereadores da oposição pelos elevados custos de manutenção aliados às baixas taxas de ocupação.

 

Freguesias

Convento da Cartuxa
As freguesias de Oeiras são as seguintes:

Algés
Barcarena
Carnaxide
Caxias
Cruz Quebrada - Dafundo
Linda-a-Velha
Oeiras e São Julião da Barra
Paço de Arcos
Porto Salvo
Queijas

 

 

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