Mafra       » Voltar «

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Mafra é uma vila portuguesa no Distrito de Lisboa e sede de um município com aproximadamente 300 km². A vila tem cerca de 11 000 habitantes e o concelho cerca de 71 000 habitantes, subdividido em 17 freguesias.

O município comunica a norte com o município de Torres Vedras, a nordeste com Sobral de Monte Agraço, a leste com Arruda dos Vinhos, a sueste com Loures, a sul com Sintra e a oeste tem litoral no oceano Atlântico. Mafra é reconhecida pelo seu convento, mandado construir por D. João V no século XVIII e que constitui a mais grandiosa obra do barroco português.

 

 

História

Vestígios arqueológicos encontrados dão a entender que a área hoje denominada por Mafra tem sido habitada, pelo menos, desde o Neolítico. A origem do termo Mafra permanece rodeada em mistério, sabendo-se apenas que evoluiu de Mafara (1189), Malfora (1201) e Mafora (1288).

Certos autores encontraram na sua origem o arquétipo tirânico Mahara, a grande Ara, vestígio de um culto de fecundidade feminina outrora existente no aro da vila. Outros, radicaram o nome no árabe Mahfara, a cova, na presunção de que a povoação se encontrava implantada numa cova, facto desmentido pelo reconhecido arabista David Lopes. A vila encontra-se, isso sim, situada numa colina, cercada por dois vales onde correm as ribeiras conhecidas por Rio Gordo e Rio dos Couros.

Igualmente verdadeiro é que Mafra foi uma vila fortificada, podendo ainda hoje encontrar-se, na Rua das Tecedeiras, um pouco da muralha que a cercava.

Os limites do castelo, que se acredita que assentam sobre um povoado neolítico, sucessivamente reocupado até à Idade do Ferro, compreendiam toda a zona da "Vila Velha", que hoje se inclui no espaço delimitado a Oriente pelo Largo Coronel Brito Gorjão, a Sul pela Rua das Tecedeiras, a Ocidente pelo Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima e a Norte pela Rua Mafra Detrás do Castelo. A designação desta rua deve-se ao facto de a povoação ter voltado, literalmente, as costas ao flanco norte, por ser o mais exposto aos ventos.

Em 1147, Mafra é tomada aos Mouros por D. Afonso Henriques, e em 1189 a vila é doada pelo Rei D. Sancho I ao Bispo de Silves, D. Nicolau, que no ano seguinte lhe confere o primeiro foral.

 

O Foral Novo

Em 1513 o Rei D. Manuel concede Foral Novo a Mafra, o que subentende a importância da vila, que em breve diminuiria drasticamente. Um censo da população datado de 18 de Setembro de 1527 apura 191 vizinhos, dos quais apenas quatro vivem em casais na vila. Quando, em 1717, o Rei D. João V lança a primeira pedra da construção do Palácio, Mafra resumia-se a uns casarios, aglomerados a centenas de metros do Monumento.

Ao longo do século XIX o povoado começõu a crescer na direcção do convento, embora o seu aspecto rural de vila saloia só tenha sido perdido no século XX.

As invasões e as fugas

A 8 de Dezembro de 1807 as tropas de Napoleão entraram em Mafra para montar quartel-general no Convento. Parte do exército seguiu para Peniche e Torres Vedras, enquanto o restante ficou aquartelado no Palácio e Convento, e os oficiais nas casas da vila, sob o comando do General Luison.

A invasão durou aproximadamente nove meses. No dia 2 de Setembro o exército inglês entrou em Mafra, saudado com grande alegria pela população e ao som dos carrilhões.

A 5 de Outubro de 1910 viveu-se mais um dia histórico em Mafra. A revolução republicana estalara na véspera em Lisboa, o Rei D. Manuel II refugiou-se durante a noite no Palácio e abandou Mafra, acompanhado da sua mãe e avó, rumo à Ericeira, onde o Iate D. Amélia os conduziria a Gibraltar e ao exílio.

Decorridos quatro anos sobre a fuga do Rei, novo sobressalto em Mafra: A 20 de Outubro, um grupo de monárquicos reuniu-se no largo D. João V e, munido de algumas armas, encaminhou-se para a Escola Prática de Infantaria, instalada no Convento, depois de cortar os fios telefónicos e telegráficos. A revolta foi facilmente anulada pelos militares, acabando na cadeia de Mafra cerca de uma centena de pessoas.

 

Mafra e os Militares
Convento de mafra
Desde a construção do Monumento que os militares conferem parte do ambiente humano à Vila de Mafra.

A partir de 1840 o Convento passou a ser ocupado pelos militares, e em 1859 aproximadamente 4.000 recrutas já ali assentaram praça para receber instrução no Depósito Geral de Recrutas, criado por D. Pedro V. Esta instituição seria extinta no ano seguinte, após 94 recrutas terem falecido supostamente devido a doença infecto-contagiosa. De 1848 a 1859, e de 1870 a 1873 o Convento alberga o Real Colégio Militar.

Durante o ano de 1887 foi criada a Escola Prática de Infantaria e Cavalaria e um ano depois é construída, na Tapada de Mafra, a carreira de tiro. Em 1896 é criada a Escola Central de Sargentos, dependente da Escola Prática de Infantaria.

Em 1911 é fundado o Depósito de Remonta e Garanhões, que dá lugar, em 1950, à Escola Militar de Equitação e sete anos mais tarde ao Centro Militar de Educação Física, Equitação e Desportos.

Hoje continua a funcionar, o agora denominado (desde 1993) Centro Militar de Educação Física e Desportos, no Largo General Conde Januário, e a Escola Prática de Infantaria, no Convento de Mafra.

 

Transportes

Rede Rodoviária

O município de Mafra está dotado de uma rede viária que serve toda a região, tendo como eixos principais as estradas nacionais - EN 8, EN 9, EN 116 e EN 247 - e as estradas secundárias (municipais), permitindo a ligação os municípios de Torres Vedras, Sintra, Loures, Sobral de Monte Agraço e Lisboa.

Além destas, o Concelho é também servido pela Auto-Estrada A8 (Lisboa - Leiria, com as seguintes saídas no Concelho de Mafra: Venda do Pinheiro, Malveira e Enxara dos Cavaleiros), e pela A21 (Ericeira – Mafra – Malveira, com as seguintes saídas: Ericeira, Mafra Oeste, Mafra Este, Malveira e Venda do Pinheiro), contribuindo para a melhoria das deslocações de passageiros e mercadorias e, consequentemente, para o desenvolvimento do próprio Concelho. Em relação ao serviço de transportes públicos rodoviários de passageiros, este é assegurado pelas empresas Barraqueiro Transportes, SA (Barraqueiro Oeste e Mafrense); Rodoviária de Lisboa; e Isidoro Duarte. A oferta rodoviária concentra-se nos seguintes troços principais:

Mafrense: Principal operador de transporte público rodoviário no concelho, existindo em Mafra, na Malveira e na Ericeira, ligações para Torres Vedras, Sintra, Loures e Lisboa (Campo Grande e Colégio Militar).

Barraqueiro Oeste: Ligação de Torres Vedras e de Sendieira para Lisboa (Campo Grande), passando pela Malveira e por Loures.

Rodoviária de Lisboa: Ligações da Malveira para Almargem do Bispo e para Bucelas

Isidoro Duarte: Efectua ligações nas zonas de Milharado e Venda do Pinheiro, e também para a zona ocidental do concelho de Loures e para o Campo Grande, em Lisboa.

 

Rede Ferroviária

O concelho é servido pela Linha do Oeste, com estações em Mafra (estação Mafra-Gare) e Malveira, e apeadeiros em Alcainça–Moinhos e Jeromelo, desempenhando funções, essencialmente, interurbanas e regionais, quer em termos de transportes de mercadorias (sobretudo na estação da Malveira), quer em termos de passageiros.

 

Freguesias

 

freguesias

Freguesias do Concelho de Mafra

  • Azueira
  • Carvoeira
  • Cheleiros
  • Encarnação
  • Enxara do Bispo
  • Ericeira
  • Gradil
  • Igreja Nova
  • Mafra
  • Malveira
  • Milharado
  • Santo Estêvão das Galés
  • Santo Isidoro
  • São Miguel de Alcainça
  • Sobral da Abelheira
  • Venda do Pinheiro
  • Vila Franca do Rosário
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