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Loures é uma cidade portuguesa do Distrito de Lisboa e sede de município. A cidade tem aproximadamente 16 000 habitantes e o município de Loures, mais ou menos, 200 000 habitantes ocupando uma área de 160

km² (informação de 2008).

O concelho tem 18 freguesias e comunica a norte com o município de Arruda dos Vinhos, a leste com Vila Franca de Xira e estuário do Tejo, a sueste com Lisboa, a sudoeste por Odivelas, a oeste com Sintra e a noroeste com Mafra.

Todos os anos realiza-se na cidade o famoso Carnaval de Loures, que leva à cidade dezenas de milhares de pessoas. Esta tradição remonta já a 1934.

 

Carnaval de Loures:
O Carnaval de Loures é um dos mais famosos e reconhecidos carnavais da Área Metropolitana de Lisboa.

A sua origem está associada ao ano 1934. Porém, anos mais tarde, este carnaval foi proibido pelos governantes, voltando a realizar-se somente na década de 70.

 

Geografia

O concelho engloba duas cidades: Loures e Sacavém e sete vilas: Bobadela, Bucelas, Camarate, Moscavide, Santa Iria de Azóia, Santo António dos Cavaleiros e São João da Talha.

O concelho divide-se em três grandes áreas: a rural, para o norte (compreendendo Lousa, Fanhões, Bucelas, Santo Antão do Tojal e São Julião do Tojal); a urbana, a sul (Frielas, Loures e Santo António dos Cavaleiros); e a industrializada, a oriente (Apelação, Bobadela, Camarate, Moscavide, Portela, Prior Velho, Sacavém, Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Unhos).

 

História

A 10 de Outubro de 1833 teve lugar nos campos de Loures um combate entre os exércitos liberais e miguelistas com vitória dos liberais. O concelho foi criado por Decreto Real de 26 de Julho de 1886, na sequência da extinção do concelho de Santa Maria dos Olivais.

A 19 de Novembro de 1998, 7 das então 25 freguesias do concelho, que se situavam na parte sudoeste do mesmo, desintegraram-se administrativamente, para dar origem a um novo município tendo ficado este com o nome da freguesia maior, Odivelas. Actualmente o concelho de Loures conta com 18 freguesias.

Está actualmente em cima da mesa uma alteração de limites que colocariam toda a área do Parque das Nações dentro do Concelho de Lisboa, formando a Freguesia do Oriente. Tal alteração levará à diminuição do território das freguesias de Moscavide e de Sacavém e Santa Maria dos Olivais (concelho de Lisboa), mas é defendida pelos habitantes e organizações do Parque das Nações, de forma a existir uma só estrutura administrativa nesse bairro.

Na história de Loures, é também de destacar o facto de aqui, a implantação da República ter precedido em um dia o resto do país: foi no dia 4 de Outubro de 1910 que os republicanos de Loures proclamaram o estabelecimento do novo regime, nos Paços do Concelho. Também tem relevância histórica para a Revolução dos Cravos, pois à época, o Quartel da Pontinha, situado na freguesia homónima, situava-se no concelho de Loures.

 

Cultura

 

Museus
Os Museus Municipais - Museu Municipal de Loures e Museu de Cerâmica de Sacavém.

O espaço conquistado por estes dois equipamentos já ultrapassou o nosso território e traduz-se no reconhecimento europeu e na qualidade das mostras realizadas, na satisfação demonstrada pelos milhares de visitantes e na atribuição de prémios, nomeadamente, uma Menção Especial do Prémio Museu do Ano (1993), o Prémio da Associação Portuguesa de Museologia (1993), e o Prémio do Melhor Serviço de Extensão Cultural (2002), para o Museu Municipal de Loures, e o Prémio Micheletti (2001), para o Museu de Cerâmica de Sacavém.

A Rede de Museus de Loures faz parte da rede do Fórum Europeu de Museus e encontra-se em processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus.

A defesa, valorização e divulgação do Património Cultural em Loures teve por base uma estratégia de construção de equipamentos geridos em rede, e uma política de criação de consciência patrimonial, através da intervenção e interacção com as comunidades locais em projectos e actividades, a procura sistemática de excelência de serviços com a promoção de ofertas diversificadas de descoberta e usufruto do Património para a maior diversidade de públicos.

 

  1. Museu Municipal de Loures
  2. Museu de Cerâmica de Sacavém
  3. Património Industrial de Loures
  4. Centro de Documentação Anselmo Braancamp Freire
  5. Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso

 

Biblioteca municipal José Saramago

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Apresentação e breve historial
 
A leitura pública no concelho de Loures está, desde a sua origem, intimamente associada à iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, que foi a responsável pela instalação das primeiras bibliotecas públicas, que começaram a surgir no concelho em meados dos anos 60: 3 Bibliotecas Fixas, estabelecidas em Bucelas, Loures e Odivelas. No entanto, a cobertura de tão vasto concelho apenas começaria a ser concretizada mediante a disponibilização de uma Biblioteca Móvel por parte da referida Fundação. Mais tarde foi criada a primeira biblioteca de raiz municipal, instalada na Casa do Adro, a qual reuniria a colecção de livro antigo da Autarquia e serviria, simultaneamente, de Gabinete de Documentação Técnica.

As exigências emergentes da sociedade da informação, conjugadas com o aumento da população concelhia e a necessidade crescente da Câmara Municipal em corresponder de forma mais efectiva às necessidades de informação, cultura e lazer das populações residentes no concelho, determinaram a intenção de prosseguir o desenvolvimento da leitura pública e a consequente projecção de novas bibliotecas municipais.

Em 1997 foi criada a Biblioteca Municipal D. Dinis, que acabaria por passar para a tutela do Município de Odivelas aquando da cisão do Município de Loures.

Decorridos dois anos, a assinatura do “Protocolo de Intenções para a criação da Biblioteca Municipal de Loures”, celebrada entre a Câmara Municipal de Loures e o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB), determinou a criação de uma nova biblioteca pública de responsabilidade municipal. A nova Biblioteca José Saramago, um projecto da autoria do arquitecto Fernando Martins, seria construída com o apoio técnico e financeiro do referido Instituto e viria a ser inaugurada em cerimónia pública a 30 de Novembro de 2001.

A amplitude do espaço disponibilizado, uma área útil de 2183 m² distribuído por 4 pisos funcionais, possibilitou, relativamente à antiga Biblioteca Fixa n.º 93, que funcionou em Loures durante 36 anos (1965-2001), um maior conforto das áreas de circulação, o aumento exponencial do número de documentos e a consequente variedade de tipologias (CD Áudio, CD-Rom, DVD e videocassetes), a diversificação de serviços, considerando, nomeadamente a multiplicação dos projectos de promoção da leitura e o uso crescente das tecnologias da informação e comunicação, sendo notório o uso continuado da Biblioteca por parte de um número crescente de utilizadores.

A Biblioteca Municipal José Saramago apresenta-se como o equipamento central da Rede Concelhia de Bibliotecas.

 

Símbolos

O município de Loures usa a seguinte bandeira e brasão de armas:

Um escudo de ouro, com uma fonte de negro brotando água de azul, realçada de prata. Uma bordadura de púrpura, carregada de oito ramos de três laranjas de ouro, ligados por troncos e folhados de verde. Uma coroa mural de cinco torres de prata. Um listel branco, com a legenda de negro, em maiúsculas: «LOURES». Bandeira gironada de amarelo e negro; cordões e borlas de ouro e negro.

Até 1990, data da sua elevação a cidade, o concelho de Loures usava um brasão idêntico, excepto no tocante ao número de torres da coroa mural (quatro em vez das actuais cinco); de igual forma, para reflectir o novo estatuto, a partição da bandeira passou de esquartelada para giro nada.

Antes de 1956, o concelho usava por brasão aquele que havia sido o do antigo concelho dos Olivais.

 

Património

  1. Igreja de Santa Maria de Loures
  2. Cruzeiro de Loures
  3. Palácio e Quinta do Correio-Mor
  4. Casa do Adro

 

Igreja de Santa Maria de Loures

Ficheiro:Igreja Matriz de Loures.jpg
 
A Igreja Matriz Paroquial de Santa Maria de Loures situa-se no extremo da cidade de Loures.

Estamos a falar de um templo edificado em meados do século XV, com bastantes intervenções posteriores (a torre sineira data dos anos finais da Dinastia Filipina e o actual recheio é, na sua larga maioria, datável do século XVIII).

Possui três naves, assentando os arcos que as sustentam em colunas de ordem toscana, conservando-se ainda numa destas um velho púlpito. Na capela-mor, um retábulo do setecentista abrilhanta esta obra-prima do barroco português.

Na segunda metade do século XVIII, após o terramoto de 1755, foi votada ao abandono, mas no século seguinte foi sujeita a obras de restauro, tendo sido declarada monumento nacional por decreto de 16 de Junho de 1910.

 

Palácio do Correio-Mor
 

Ficheiro:Palácio do Correio-Mor de Loures.JPG
O Palácio do Correio-mor situa-se em Loures e é uma das mais reconhecidas quintas dos arredores de Lisboa pela sua opulenta decoração em estuques, azulejos e pinturas. Segundo consta na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, começõu por denominar-se Mata das Flores e foi solar dos Matas, ditos Matas do Correio-mor, depois que Filipe II conferiu o ofício de correio-mor do reino a Luís Gomes da Mata em 1606. Este descendente de cristãos-novos chamava-se outrora Luís Gomes de Elvas Coronel, mas o mesmo monarca lhe concedeu, em 1600, o uso do sobrenome Mata, tomando por solar esta propriedade, e carta de brasão. Ao último correio-mor foi concedido o título de conde de Penafiel, sendo o segundo conde, elevado a marquês. A estes titulares pertenceu a quinta até 1875, ano em que foi comprada por Quinino Luís António Lousa, que a deixou a sua filha Filipa Maria Lousa Canha. Seu marido, José Baptista Canha, introduziu no palácio notáveis melhoramentos decorativos, bem como nos seus jardins. O actual palácio é do tempo de João IV e sofreu diversas modificações. Actualmente, pelo Decreto nº 47.508 de 24 de Janeiro de 1967, o palácio é classificado como Imóvel de Interesse Público.

 

Parque da Cidade
Ficheiro:Parquedacidadeloures.JPG

 

Câmara Municipal

 

Ficheiro:Camara municipal de Loures.jpg

 

 

 

Mapa do Concelho

Concelho de Loures

Freguesia

Área (km2)

População

Apelação

1,42

6043

Bobadela

3,37

8577

Bucelas

33,99

4810

Camarate

5,54

18 821

Fanhões

11,60

2698

Frielas

5,60

2676

Loures

32,84

24 237

Lousa

16,54

3419

Moscavide

1,02

12 184

Portela

0,95

15 441

Prior Velho

1,40

6683

Sacavém

3,80

17 659

Santa Iria de Azóia

7,30

17 571

Santo Antão do Tojal

15,12

4192

Santo António dos Cavaleiros

3,62

21 947

São João da Talha

6,07

17 970

São Julião do Tojal

13,25

3600

Unhos

4,49

10 531

Concelho

167,92

199 059

 

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